sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Relatórios de intervenções por Tácia Albuquerque


Tire sua sorte
03.11 - UFAL( Tácia)
Minha intenção era realizar um percurso do momento em que eu acordasse até dormir entregando sortes. Porém, minhas boas intenções foram por água abaixo. Problemas Técnicos: Tentei escrever as sortes à mão, mas daria muito trabalho e gastaria tempo...tão no ônibus, olhava as pessoas e ia escrevendo as sortes... no escritório digitei, imprimi e xeroquei... Fui de novo no ônibus cortando e dobrando sortes...

Quando chego na UFAL, atrasada... decido não atrapalhar a aula e destribuir sortes somente no intervalo da mesma.... Durante uma saída pertubada, entre pessoas cansadas e morrendo de fome... distribui sortes... não pedi para ler... algumas pessoas me diziam... outras estranhavam... riam... muito tumulto pressa e sortes...

Não distribui mais sortes no resto do dia.

Tire sua sorte
05.11 - ônibus ( Tácia)
Penso, hoje será a chance de fazer esta intervenção do jeito que quero!!! Fico a manhã toda em casa e quando saio a rua... só duas, três pessoas... estranham... mas ao ouvirem a palavra mágica (É de graça!) pegavam suas sortes e seguiam. Fico em dúvida... entrego sortes a todos que queiram ou escolho pessoas? Decido, vou entregar a quem eu escolher... Subo no ônibus, entrego ao cobrador, estranha, ri, pega... muitas crianças e pegam e depois da catacra um homem aceita e os demais se recusam... nem a palavra mágica funcionou... É... nem todo mundo que sorte... Fustração... Dia de correria... Nada mais de sortes hoje!!!
CONCLUSÃO 1 - Tenho que fazer esta intervenção, num dia em que possa realmente interagir, sem preocupações com tempo e etc... !
CONCLUSÃO 2 - Devo repensar a abordagem... Ano passado fiz de forma neutra, de forma casual e convidativa... Estas duas vezes fiz casualmente e houve pouca aceitação.

CONCLUSÃO 3 - 
Só vou tirar minha sorte, no dia que realizar esta intervenção como quero: um percurso.
Sentidos não Visuais
06.11 - Praça Deodoro (Elisângela Ap- Tácia)

Quando eu cheguei, Elisângela já realizava sua intervenção: Toda de preto, vendada, sentada na praça, percebendo o seu meio. Mudamente ela seguia em sua descoberta minunciosa tocando o chão, a si. Aos outros despertava curiosidade... A olhavam com estranheza até que eu também comecei a ser olhada assim, quando fotografava ela, perto ou longe... interagia também nesta percepção/exploração.
Em determinado momento ela se levanta e começa a desbravar o caminho... pessoas se entreolhavam, saiam do percurso, ficavam estáticas, riam, preocupavam-se...

Pouco tempo depois, tirou a faixa.

Achei que podia ter ousado mais... percorrido outros percursos e experimentado outras sensações (sonoras, oufativas, degustativas, táteis)... Faltou uma finalização em sua descoberta... mas parabenizo, pois vejo muita disposição em intervir...

Radio Fone
06.11 - ônibus ( Elisângela, Natalhinha, Jocasta e Tácia)

Antes de começar, discutimos várias, várias mesmo, possibilidades de como realizar a intervenção, até chegarmos na seguinte resolução:Subiríamos todas no ônibus, eu e Elisângela cantando com o mesmo MP4, Depois Natalhinha e Jocasta cantariam.... uma dispusta... cantada Eu desceria do ônibus e elas seguiriam, cantando.

Já subi cantando, estranhesa... me olhavam , entortavam a cara e uma moça atrás de mim não parava de reclamar das "pessoas" que cantavam no ônibus e obrigavam ela a escutar e etc... e tal... Cantei e surtei... acho que demais até... Pouco tempo depois elas começaram a cantar, tive que descer...

Esperando a porta abrir pude perceber: risos, uma mãe tapando a boca da filha menina que queria cantar, outra mulher fazendo vocalizes... outros reclamando...

Ao fundo, cantam: Abandonada por você!! Apaixonada por você!!!

Desço e escuto das mulheres que descem atrás de mim: Que dor de corno! Eu... quem estar passando vergonha são elas ...

Sigo elas, como quem não quer nada... mas nada mais escuto... sigo meu caminho...


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