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sábado, 26 de novembro de 2011

Afogamento


(Tácia e Magnun)² + (Donda e Laís)² + (Joelle e Donda + Magnun e Laís) = 5 apresentações desta intervenção e até hoje, gosto muito de fazer e pouco consigo explicar o que sinto realizando-a.

Afogamento - Ponta Verde

idem

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idem

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Realidade ou agente fictício?

Difícil acreditar que dirigindo um carro verei um par de botas e uma fita branca amarrada. Ou ainda ver um homem em pé sobre um parapeito de um viaduto. O que pensar? Como voltar com carro para ter certeza do que eu vi? Se é que o vi.

Ficção - Poço

idem

idem

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quando é que alguém começa a fazer parte apenas do imaginário?

Um ser, físico, real, palpável, que faz parte da história da cidade e que faz parte da minha história, simplesmente sumiu, e por conta disso foi esquecido? A intervenção realizada por Flávio Rabelo nesta quinta-feira dia 24 de novembro, mostrou que Cururipe, o senhor que ficava sentado à frente da Cathedral Metropolitana de Maceió ainda não caiu no esquecimento, pelo menos não por completo.






* Fotos de Patrik Vezali

Dança em movimento.


Como cansa. Dançar dentro de um ônibus em movimento num percurso aproximado de uma 1 hora é exaustivo e delicioso. Uma sensação única de ter uma base, um solo, que proporciona um balanço e uma alteração constante no equilíbrio provocando uma movimentação não prevista abre um leque de possibilidades de novos gestos em tempos, ritmos, fluências, dinâmicas completamente novas. Uma experiência muito intensa não só pela exploração corporal, mas também, pelo próprio local, com pessoas subindo e descendo durante todo o tempo e percurso.



Nós queríamos vender, mas ninguém queria comprar.

Mais uma vez estive lá, em uma das margens do Riacho Salgadinho, desta vez, acompanhado por Joelle Malta, ficamos 1 hora oferecendo o riacho a todos que passavam, mas nem de graça aceitavam. Oferecemos homens, mulheres, jovens, policiais... Mas é muito difícil vender um esgoto, que outrora fora um rio. É uma ação descontraída, divertida e por vezes questionadora, mas começo a pensar que devemos ir além. Quero lavar a porta da prefeitura e da Câmara de Vereadores com as águas sujas do nosso riacho, deixando um Salgadinho lembrete de sua existência.

Quanto tempo temos para ouvir/ ver o outro?


Sentados na Praça Deodoro três bailarinos sentados em seus bancos, segurando uma placa que dizia: “Você tem um tempo para ouvir minha história?” aguardavam alguém que se dispusesse a sentar e ouvir. E quando sentavam escutavam e para a surpresa também viam aquele interventor dançando a sua frente, exclusivamente para ele.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Entre

"Despacho", com Jorge Schutze, na Feira do Jacintinho

 Tem alguma coisa em "Despacho" que me encanta. A simplicidade, talvez. Melhor a honestidade. Jorge chega, dança, conversa, pede pra dançar, não nega respostas, se abre para o diálogo, dança mais um pouco, faz os outros dançarem também... Sem fingimento, sem forçação de barra, sem cena ensaiada ou texto decorado.
Primeiro o estranhamento, a dúvida, o medo até, depois aos poucos, a curiosidade, a proximidade, o bate papo, a graça, mais dança e quando menos percebemos, ele já rodou todo o quarteirão dançando e conversando com as pessoas. E o local em questão, a Feirinha do Jacintinho, com todas suas cores, cheiros, luzes e sombras também revelou-se um excelente interlocutor.
Despacho ocupa o espaço sem pressa nem pretensão. Vai se espalhando e se contraindo conforme as pessoas e o espaço permitem. Despacho dança no "entre" - Thiago Sampaio (24/11/2011).

Idem

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Jornada de Intervenções 2011

Ponto parágrafo. É preciso reconhecer um certo esquecimento quanto a esse espaço, embora a Jornada não tenha se extinguido. Houve algo entre 2008 e o presente que nos distanciou desse projeto nascido justamente a partir do que gerou a Cia do Chapéu - a ideia despretenciosa de intervir no espaço urbano com cenas, exercícios, poesia. Criamos esse blog como uma forma de registro dessa ideia que tanto nos encanta e nos instiga, mas no acúmulo de tantas funções e tarefas, nos desarticulamos da continuidade de alimentá-lo. 




Porém a Jornada em si não parou. Em 2009, realizamos uma programação ainda espalhada durante o mês de novembro, contando com a participação de artistas e estudantes de artes cênicas da UFAL; queríamos cúmplices, pois percebemos que não estávamos sós nessa experiência e juntar forças nos pareceu o melhor a ser feito. Cada um no seu tempo, então, apresentou as ações que melhor expressavam suas necessidades daquele momento, suas ideias e inquietações, ou nos acompanhou nas nossas ideias. Mas apesar do envolvimento de outras pessoas, houve um "Q" de desarticulação no meio do caminho. A programação foi acometida de imprevistos e se fragmentou aos poucos, gerando certo desistímulo dos participantes. 



Isso nos deixou desgostosos e em 2010 na tentativa de não ver um projeto que consideramos tão bacana se acabar, resolvemos concentrar o trabalho nos fins de semana, acrescentando além das intervenções, momentos de troca de conhecimento, oficinas criativas conosco e com convidados (Fabrício Barros, Telma César e Jorge Schutze). E esses momentos foram o grande diferencial da Jornada e o grande gerador das intervenções realizadas naquele ano. Sentimos um avanço por um lado e por outro, a fragilidade do ano anterior ainda nos assombrava.


No entanto, A intenção não deixou de ser a de provocar uma ruptura, mesmo que breve, na ordem cotidiana estabelecida. Não deixamos de ir às ruas, não deixamos de procurar companheiros para a empreitada e não deixamos de acreditar que a Jornada de Intervenções vale muito a pena. E justamente por isso, após uma avaliação séria e urgente, retomamos esse projeto com energia renovada. Cá estamos nós atualizando o blog e nos preparando para programação mais articulada e instigante.




Dessa vez concentramos nossas ações no período de uma semana, de 19 a 26/11, quando tomaremos os mais variados espaços da cidade de Maceió com performances, dança, intervenções, instalações, todas de alguma maneira refletindo o corpo na nossa sociedade, a partir do extracotidiano, da estranheza, da crítica, da surpresa, do bom humor... Estão com a gente, amigos e artistas muito queridos, pois ainda acreditamos que unir forças é sempre uma ótima ideia.


Portanto, a partir de agora quem nos acompanhar por aqui terá acesso a diversas informações, imagens, impressões, relatos, vídeos relacionados, não somente à Jornada de Intervenções da Cia. do Chapéu, mas a um compartilhamento de ideias, experiências e reflexões sobre a ocupação do espaço urbano pela arte.

A Jornada está de volta com energia renovada. E isso inclui a retomada desse espaço, depois de um enorme parêntes que acabamos de fechar, para iniciar uma nova oração. Sejam sempre bem vindos!!!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Relato

Na intervenção no interior do ônibus, Tácia nos lembra as pessoas desempregadas que pedem dinheiro e os (as) meninos (as) de rua que vendem Balas. Pedindo um gesto, uma atitude qualquer, que nos lembre que o mundo não é tão ruim, ao vê-la sendo abraçada pelas pessoas, fiquei bastante emocionada ao sentir a sua coragem - como diziam as pessoas - em ser uma sementinha neste mundo tão cheio de violência e contradições. Foi maravilhoso!

Bethânia Albuquerque[1]



[1] Mãe da interventora Tácia Albuquerque